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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

RECICLAGEM DE COURO PARA FABRICAÇÃO DE BLOCOS USADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

QUARTA-FEIRA, 21 DE SETEMBRO DE 2011

A empresa paulista produtos de couro, Couroecol, desenvolveu um processo que permite utilizar o resíduo de couro na fabricação de blocos com melhor isolamento térmico e que podem substituir os blocos convencionais na construção civil, disse Emar Garcia Junior, dono da empresa.

"Fiz um curso de curtume que me abriu a cabeça [para o problema dos resíduos]", lembrou empresário e arquiteto. "Aí comecei a pesquisar maneiras de aproveitar o resíduo".

Segundo Garcia Júnior, só a cidade de Franca, onde encontra-se um dos maiores pólo calçadista do país, são destinados ao aterro industrial local cerca de 100 toneladas por dia de aparas e outros resíduos de couro descartados na fabricação de calçados. Este material contém 17 tipos de diferentes de produtos químicos usados para processar o couro cru e que são destinados a aterros. A maioria destes aditivos são nocivos ao meio ambiente e à saúde.

O chorume dos aterros que recebem os resíduos da industria calçadista e dos curtumes, portanto, carregam estes produtos químicos. Acidentes podem acontecer. Em outubro de 2006, o rio dos Sinos no Rio Grande do Sul, local onde se concentra os cortumes gaúchos, foi contaminado pelo chorume dos aterros da região, provocando a mortandade de 86 toneladas de peixes. Segundo dados da Cetesb de 2005, cada tonelada de couro processado resulta em 2,4 tonladas de resíduos.

O processo desenvolvido pela Couroecol, e que foi desenvolvido com recursos próprios, consiste no trituramento de resíduos da industria e adição de um aglutinante, que neste caso é feito a base de água e não poluente. O aglutinante já foi patenteado pela empresa. O couro vem das aparas e resíduos oriundos da fabricação de calçados, maior parte de Franca, cidade onde se concentra grande parte da indústria calçadista de São Paulo.

A massa resultado deste processo é transferida para moldes, prensada e transferida para o processo de secagem, conhecido como cura. Na prensagem convencional a água contida na massa é retirada pela alta pressão, carregando produtos químicos utilizados no processo de fabricação do couro, entre eles o cromo, o enxofre e o alumínio.

"No nosso processo, paramos de prensar antes de começar a sair água", informou Garcia Junior explicando que o processo visa manter alguns dos químicos, como o cromo, que dão durabilidade ao bloco. "O cromo torna o couro eterno, se você enterrar um sapato ele dura pra sempre". 

Outra diferença do processo convencional de fabricação de blocos de concreto é a secagem natural ao ar livre, o que evita a emissão de gases que ocorre na secagem industrial em fornos. O tempo de secagem dos blocos é em média sete dias, o mesmo tempo requerido na secagem dos blocos de concreto.

Segundo Garcia Junior os blocos da Couroecol são até 50% mais leves que os blocos de concreto e são isolantes térmicos e tem eficiência de 40% no isolamento acústico. O produto tem alta durabilidade, característica adquirida com a adição de cromo ao couro pelos curtumes, disse Garcia Júnior.

Segundo ele, ao utilizar os blocos de resíduos, o custo nas obras diminuirá pois não será necessário fazer os acabamentos convencionais, as paredes podem receber apenas uma camada de massa acrílica para impermeabiliza-las.

O valor do bloco feito a partir de resíduos é o mesmo valor do bloco de concreto, ou seja cerca de R$1. Garcia Júnior disse que para cada bloco de 2,3 kg são necessários 2,3 kg de resíduos para produzi-lo, conclui Garcia Junior.

A Courecol começou a porduzir os blocos há um ano e meio e, por meio de uma parceria, deve fornecer os blocos de couro para construir um refeitório de uma curtidora em Franca. A exportação de couro brasileira alcançou em 2008 o faturamento de US$ 1,88 bilhões. Os maiores estados exportadores do material são São Paulo e Rio Grande do Sul que respondem por 30 e 27% respectivamente do faturamento.

A indústria de couro em si também gera um grande volume de resíduos, efluentes líquidos e poluentes gasosos. Segundo dados da Cetesb de 2005, cada tonelada de couro processado resulta em 2,4 tonladas de resíduo sólido, 120 metros cúbicos de efluentes líquidos e 160 quilos de poluentes atmosféricos, em média.

Os proximos passos são obter certificações que comprovem que o produto final é limpo e buscar uma forma de gerar créditos de carbono com o processo, disse Garcia de Souza. "As minhas expectativas são as melhores pois o déficit habitacional é alto e eu ofereço um produto com menor custo", disse.

Fonte:

Notícia - Comissão do Senado aprova relatório do Código Florestal

QUARTA-FEIRA, 21 DE SETEMBRO DE 2011

O projeto de reforma do Código Florestal foi aprovado nesta quarta-feira (21) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) no Senado. O texto, já aprovado na Câmara, ainda precisa passar por mais três comissões do Senado antes de ir ao plenário da Casa. Se for alterado, deve voltar para análise dos deputados.

O Código Florestal contém a legislação que estipula regras para a preservação ambiental em propriedades rurais. O projeto do Código Florestal, entre outras regras, prevê dois mecanismos de proteção ao meio ambiente. O primeiro são as chamadas Áreas de Preservação Permanente (APPs), locais como margens de rios, topos de morros e encostas, que são considerados frágeis e devem ter a vegetação original protegida. Há ainda a reserva legal, área de mata nativa que não pode ser desmatada dentro das propriedades rurais.

Na Câmara, o texto foi aprovado em maio em meio a polêmica e bate-boca. Deputados da base aliada aprovaram um emenda que dava possibilidade para os estados legislarem sobre produção em  contra a orientação do governo.

Na CCJ, os senadores examinaram apenas a constitucionalidade do texto, e não o mérito. “As emendas apresentadas serão analisadas nas comissões de mérito”, explicou o presidente da comissão, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). São 96 as emendas apresentadas.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) apresentou voto em separado, contestando o relatório de Luiz Henrique. Ele afirmou ser contra  delegar poderes aos estados para legislarem sobre as APPs e reserva legal.

“Compete à União estabelecer normais gerais sobre conservação da natureza e recursos naturais. A superveniência de lei federal suspende a lei estadual”, disse. Para ele, não há justificativa para biomas iguais terem legislações diferentes.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) também concordou que o projeto, se aprovado, violará a Constituição. “Temos que decidir se vamos manter o texto e rasgar a Constituição”, afirmou. Na opinião dele, o projeto não trará segurança jurídica. “Teremos milhares de ações contestando. Um processo no Brasil demora 12 anos. E o setor produtivo vai ficar com esta insegurança?” argumentou.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), apontou ainda contradições que o texto traria com relação ao que pode ou não ser mantido como área rural consolidada em topos de morros, encostas e beiras de rio, as chamadas APPs. “O senhor já melhorou muito o artigo 8º (que permite manutenção de áreas de pasto e agricultura em APPs), mas outro artigo prevê a recomposição de pelo menos 15 metros em leitos de rios”, argumentou.

Agora, o projeto segue para a Comissão de Ciência e Tecnologia, depois para a Comissão de Agricultura e finalmente para a Comissão de Meio Ambiente. Só depois será analisado em plenário pels senadores.

Fonte:

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nóticia - O Movimento Empresarial pela Biodiversidade (MEB) divulga manual de gestão da biodiversidade para empresas

 TERÇA-FEIRA, 20 DE SETEMBRO DE 2011
As empresas brasileiras dispõem agora de um guia prático para fazer a gestão da biodiversidade no âmbito dos seus negócios. O Manual de Gestão de Empresas para a Biodiversidade, divulgado na segunda-feira (dia 19) em São Paulo, já está disponível no endereço eletrônico: Movimento Empresarial pela Biodiversidade (MEB), responsável pela difusão de práticas sustentáveis entre empresários brasileiros.

O documento elaborado pelo governo alemão, traduzido com o apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e difundido a partir de agora pelo MEB, traz casos de empresas que já incorporaram o uso sustentável da biodiversidade ao seu dia-a-dia. Entre elas, encontram-se as brasileiras Centroflora, que usa extratos botânicos provenientes da flora nacional; a Native, que produz açúcar orgânico em São Paulo e Minas Gerais; e a Klabin, produtora de papel e celulose.

Em comum, essas empresas perceberam que o uso adequado da biodiversidade e dos recursos naturais podem gerar lucros e oportunidades em um mercado cada vez mais atento às práticas sustentáveis.

É o caso da Native, que mantém em Sertãozinho (SP) a usina São Francisco, responsável pelo processo de 1,3 milhão de toneladas de cana-de-açúcar por ano. Em geral, uma usina precisaria moer três vezes mais cana para ser viável economicamente. Como a usina produz açúcar orgânico, com alto valor agregado, ela se viabiliza e gera lucro.

De acordo com a gerente de sustentabilidade da Centroflora, Vânia Cunha Rudge, a incorporação dos aspectos ambientais revelou ser possível entrar em segmentos diferenciados que valorizam a biodiversidade e que estão dispostos a ajudar a manter essa cadeia sustentável. "Os investimentos iniciais são compensados pelos ganhos no médio e longo prazos", diz Vânia. 

Manual - O mérito do novo manual é divulgar medidas pragmáticas para os empresários começarem incluir a sustentabilidade aos sistemas de gestão. Ressaltamos, no entanto, que antes de consultar o manual, a empresa precisa tomar a decisão estratégica de seguir no caminho das boas práticas.

Representante do Instituto Ethos no MEB, Caio Magri, defende ser necessário "tropicalizar" o manual, uma vez que o documento foi formulado para empresários alemães. Segundo Magri, o Brasil tem dificuldades particulares que precisam ser identificadas e discutidas para que se tenha um manual adaptado ao País.

Fonte:  
http://www.mma.gov.br

Parque eólico brasileiro usa tecnologia para evitar morte de aves

TERÇA-FEIRA, 20 DE SETEMBRO DE 2011

O Brasil ocupa apenas a 21ª posição no ranking mundial de energia eólica, mas já toma cuidados para evitar um dos mais sensíveis impactos ambientais produzidos pelas hélices gigantes dos aerogeradores: a morte de pássaros.

A instalação desses equipamentos no País exige estudo de avifauna e, mesmo com o vento favorável, as hélices não são colocadas em rotas migratórias de aves. Os Estados Unidos, o segundo no ranking atrás apenas da China, não tomaram o mesmo cuidado e agora veem as pás como ameaça a um de seus principais símbolos, a imponente águia dourada americana.

De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Energia Renovável (ABEER), engenheiro José Tadeu Matheus, como a entrada do Brasil no mercado mundial eólico é relativamente recente, o País incorporou as tecnologias mais modernas para evitar impactos ambientais.

"As pás das nossas centrais têm grandes dimensões, mas o giro é lento e elas são percebidas pelos animais voadores. Os pássaros batem naquilo que não conseguem ver", diz José Tadeu Matheus da Abeer. Além disso, as empresas brasileiras adotam torres de sustentação compactas de aço ou concreto, sem pontos de apoio para a construção de ninhos.
Livre de impactos
O parque eólico brasileiro é composto por 56 centrais com potência total de 1,08 gigawatts - menos de 10% da geração de usina de Itaipu. São cerca de 500 torres, sendo que as maiores têm 108 metros de altura e o giro das pás cobre um diâmetro de 82 metros.

As usinas se concentram no litoral do Nordeste e, em quantidade menor, nos três Estados da região Sul - Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. "Visitei a maioria das centrais brasileiras e não constatei um caso sequer de acidente com aves", diz Mathteus.

O presidente da Abeer, lembra que o tema já suscitou discussões no governo brasileiro. Na preparação de um dos leilões de energia eólica, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, levantou a necessidade de cuidados para evitar a morte de pássaros.

"Na ocasião, eu apresentei ao ministro um estudo publicado pelo professor João Tavares Pinho, da Universidade Federal do Pará, mostrando que esse impacto é baixíssimo.", conclui o ministro.

Fonte:

domingo, 18 de setembro de 2011

Notícia - Comissão aprova incentivo para arborização em municípios

 DOMINGO, 18 DE SETEMBRO DE 2011

Como havia postado no dia 02 de setembro, a Câmara dos Deputados estava analisando um Projeto de Lei (907/11), do deputado Ricardo Izar (PV-SP), que criaria o Selo Árvore do Bem para os municípios com mais de 100 mil habitantes que tiverem, no mínimo, uma árvore por habitante.

Então, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou esse Projeto na última quarta-feira (14), com algumas emendas.

A concessão do selo dará ao município prioridade na obtenção de recursos federais nas áreas de saneamento, infraestrutura básica, habitação, saúde, educação e transporte. A proposta recebeu parecer favorável do relator, deputado Sarney Filho (PV-MA).

O texto original previa a concessão do selo apenas a cidades com mais de 100 mil habitantes, restrição que foi retirada pelo relator. “Municípios menores também devem ter o direito de usufruir das benesses previstas no projeto, sendo que o fato de ter menos habitantes implicará, obviamente, na necessidade de menor número de árvores na área urbana”, afirmou.

Ele acrescentou a exigência de que serão consideradas apenas as árvores plantadas em vias públicas, como ruas e praças. Além disso, as espécies deverão ser, preferencialmente, nativas da região. Sarney Filho incluiu ainda uma emenda determinando que a contagem da população será feita com base no número mais recente divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Ilha de calor
O relator elogiou a proposta, que, segundo ele, pode ter um papel importante na melhoria das condições climáticas das cidades. “Diversos estudos científicos demonstram a ilha de calor que se forma sobre os centros urbanos e o papel desempenhado pela arborização na mitigação desse efeito, ainda mais em tempos de aquecimento global”, disse.

De acordo com a Constituição, a regulamentação dos procedimentos sobre arborização é uma atribuição municipal. O relator, no entanto, alega que o projeto não impõe obrigações aos municípios, apenas concede incentivo à arborização urbana. 

Tramitação
O projeto tramita de forma conclusiva e ainda será analisado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Mais notícias você terá aqui no Área Verde News.

Fonte:

Notícia - Governo traz para Pernambuco a maior usina termelétrica do mundo

DOMINGO, 18 DE SETEMBRO DE 2011

Suape vai ganhar uma planta de energia termelétrica no valor de R$ 2 bilhões. O Governo de Pernambuco e a empresa Star Energy Participações, assinaram o protocolo de intenções para instalação da Térmica Bertin, durante evento realizado no Palácio do Campo das Princesas. Com capacidade de gerar 1.452 Megawatts por hora, a nova unidade será a maior do mundo.

“Escolhemos Pernambuco para fazer o nosso maior empreendimento de energia e maior térmica do mundo. São 1.452 MW, o suficiente para produzir energia para toda a Grande Recife num eventual colapso”, disse Fernando Antônio Bertin, diretor do grupo.

O empreendimento prevê ainda a instalação de um Terminal de Armazenagem de Granéis Líquidos para armazenar o combustível que será utilizado na usina. A expectativa é de que 2.500 empregos, entre diretos e indiretos, sejam gerados quando a unidade entrar em operação, e outros quatro mil sejam abertos durantes as obras.

Após dois anos de construção civil, a termelétrica será a terceira a funcionar em Pernambuco. Sua capacidade supera em muito a soma das outras duas. “Para vocês terem uma ideia, a Suape Energy, outra planta térmica em implantação lá em Suape, tem 380 megawatts e a Termopernambuco tem 530”, comparou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio.

Para o governador Eduardo Campos, o aumento na geração de energia no estado garante o crescimento sustentável do ciclo virtuoso da economia pernambucana. “Na verdade, estamos desafiados a construir uma termelétrica que é a metade da produção de energia da Usina de Xingó, a última hidrelétrica construída ao longo do São Francisco pela Chesf”. A Usina de Xingó possui 3.162 MW de potência instalada.

Fernando Antônio Bertin fez questão de destacar também o apoio recebido do Governo do Estado, que concedeu incentivos de ICMS e 94 hectares para a implantação das plantas (80 hectares no Cabo de Santo Agostinho e 14 na Zona Industrial de Ipojuca). A primeira área vai abrigar a termelétrica e a segunda será destinada à implantação do Terminal de Armazenagem de Graneis Líquidos. “Foi fundamental a recepção que a gente teve do governo. Isso foi determinante para que a gente viesse para Pernambuco”, ressaltou Bertin.

O projeto do Terminal de Armazenagem de Granéis Líquidos está diretamente relacionado ao da Termelétrica, que utilizará óleo combustível, mas permitirá também a movimentação de outros insumos, ampliando a capacidade de armazenagem do Polo de Graneis Líquidos em Suape. “Esse vai operar cerca de 6 mil toneladas/mês de óleo combustível, ou seja, uma movimentação importante para o Porto de Suape”, afirmou Geraldo Júlio, lembrando que o porto pernambucano bateu recordes de movimentação de cargas no mês passado, com mais de um milhão de toneladas transportadas.

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sábado, 17 de setembro de 2011

Notícia - Indústria cria rede para apoiar redução de carbono

 SÁBADO, 17 DE SETEMBRO DE 2011

A indústria terá um aliado na definição dos Planos Setoriais de Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima exigidos pela Política Nacional sobre Mudança do Clima. Trata-se da Rede Clima da Indústria Nacional, lançada nesta quarta-feira, 14 de setembro, pela Confederação Nacional da Indústria. A Rede terá o objetivo de aprimorar a articulação do setor para mudança do clima e identificar prioridades, tendências e riscos, além de promover práticas de baixo carbono.

“A Rede terá informações atualizadas sobre as decisões do Plano Indústria, que trará indicadores de redução das emissões de gases de efeito estufa para diversos setores. Isso ampliará a participação de empresários, tanto do Rio Grande do Sul, quanto do Amazonas”, disse o gerente-executivo da Unidade de Meio Ambiente da CNI, Shelley Carneiro.

De acordo com Carneiro, o Plano Indústria deverá ser lançado em 15 de dezembro deste ano pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), conforme estabelecido pelo Decreto 7.390/10. Portanto, deverá receber um diagnóstico com informações da indústria de transformação e bens duráveis, construção civil, extrativa mineral, papel e celulose e química fina para ser incluído no Plano. Entre as contribuições previstas, estão as condições de produtividade, as tecnologias disponíveis e os indicadores de redução de emissão de carbono apropriados para cada segmento.

“Todos esses setores estão incluídos na Política do governo sobre mudança de clima e terão de apresentar planos de mitigação setorizados num prazo muito curto. A Rede proporcionará maior fluxo de informações para que a posição do setor seja incluída no Plano Indústria”, destacou a coordenadora da Rede Clima, Paula Bennati.

A Rede Clima terá a participação de representantes de associação setoriais, federações de indústrias dos estados e empresários, como por exemplo, representantes da Votorantim, Camargo Corrêa, Vale e a ThyssenKrupp - Companhia Siderúrgica do Atlântico. “Além de servir para elaboração dos planos setoriais, a rede receberá contribuições das empresas sobre boas práticas de gestão de carbono e sustentabilidade. As federações terão papel fundamental na articulação com governos estaduais e municipais para passar informações de como é a atuação na questão do clima em cada região”, explicou Paula Bennati.

“A rede é fundamental para fazermos uma discussão sobre a base de cálculo de emissão de carbono da indústria”, afirmou o gerente de Sustentabilidade da Votorantim, David Canassa. “Precisamos ver nesse processo uma oportunidade de sermos mais competitivos, inclusive na redução de custo das obras que podem emitir menos gás de efeito estufa”, destacou Kalil Farran, gerente-executivo de Sustentabilidade da Construtora Camargo Corrêa.

O lançamento da Rede Clima Indústria Nacional ocorreu durante a reunião do Grupo de Mobilização Empresarial sobre Mudança do Clima realizada na sede da CNI. A reunião teve a participação do representante do MIDC Demétrio Filho e da diretora do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Karen Suassuna. Eles apresentaram as ações para elaboração do Plano Indústria.

“Pretendemos estar neste grupo para levar sugestões que condizem com a realidade do setor. Entendemos a importância do Plano, portanto queremos uma indústria que possa crescer e inovar e estar no contexto mundial de competitividade”, defendeu Shelley Carneiro. “Precisamos decidir com a indústria a metodologia a ser adotada para medição de carbono para ser incluída no Plano”, ressaltou Demétrio Filho. “A CNI é um importante articulador para apresentar quais os desafios do setor na questão do clima”, disse Karen Suassuna.

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